Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/02/2021
No livro solo de clarineta escrita por Érico Veríssimo, se traz a tarefa do escritor que hoje pode ser ressignificada como tarefa do autor, que é “numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada trazer luz sobre a realidade de seu mundo”, entretanto as manifestações culturais ainda passam empecilhos, tanto pela conservação de uma mentalidade arcaica sobre o que é arte, quanto a desvalorização dos grafiteiros e pintores.
Deve-se atenuar que, a visão que se tem sobre arte muitas vezes é abordada com a romantização do classicismo, tendo uma visão preconceituosa com a arte urbana que é vista como vandalismo, porém a ela tem o propósito principal de denunciar injustiças e representar as minorias.
Concomitantemente a isso a desvalorização de grafiteiros e pintores, que se manifestam e executam a arte de rua, não têm efetivo reconhecimento e incentivo.
Dessa forma acaba destruindo a representatividade das minorias, de mitos e histórias brasileiras. Com estas constatações, evidencia-se que o estigma sobre a arte urbana, precisa de ajuda de órgãos midiáticos informem e apoiem projetos artísticos igualmente o Ministério da Cultura deve investir e incentivar os artistas, promovendo festivais e feiras artísticas para a publicação das artes e, aperfeiçoando a Lei Rouanet. Assim mesmo que não tenhamos uma lâmpada, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos a tarefa do autor.