Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

De acordo com a constituição de 1988, todo ser humano tem o direito de se manifestar artisticamente. Contudo, no atual cenário brasileiro, a valorização da arte urbana ainda é escassa, fato que priva os cidadãos de externalizarem seus sentimentos de modo artístico. Nesse sentido, pode-se analisar que a problemática persiste por ter raízes preconceituosas e pela insuficiência das leis vigentes no País.

A princípio, no período do Regime Militar, as manifestações artísticas, realizadas como forma de protesto a fase ditatorial, eram extremamente marginalizadas. Diante disso, é possível perceber que tal realidade se extende aos dias atuais, visto que muitos artistas, a exemplo dos gratifeitos, ainda são impedidos de demonstarem seu trabalho. Nesse sentido, é necessário olhar para a arte como uma atividade humanizada, ao passo que ela estimula a criatividade das pessoas, e resgata indivíduos de condições degradantes, como o tráfico de drogas, por exemplo.

De outra parte, a insuficiência das leis vigentes no Brasil também é um fator que dificulta a valorização da arte urbana, pois apesar do governo ter aprovado a lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua, tal prática ainda é difundida por muitos como ilegal, fato que leva a sua desvalorização. Diante disso, uma vez que a arte urbana pode ser considerada como uma linguagem que retrata a realidade de um local, é necessário inserí-la na sociedade para que os indivíduos possam “ter voz” e modificar o meio onde vivem em prol do bem-estar social.

Diante do exposto, medidas são necessárias para que a arte urbana possa ser valorizada no Brasil. Assim, cabe ao governo financiar um auxílio mensal para os artistas que, por meio de documentos, comprovarem baixa renda, visando estimular seu trabalho. Além disso, é fundamental que o poder público divulgue, no horário nobre da televisão, a importância da arte na sociedade para que essa seja vista como prática legal. Pondo isso em prática, a Constituição de 1988 será respeitada e os indivíduos gozarão de seus direitos.