Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/02/2021
Durante a década de 70, a arte de rua surgiu como manifestação crítica ao Regime Militar, e por isso foi muito marginalizada. Atualmente, esse estigma continua se perpetuando na sociedade brasileira, configurando um problema para a valorização desse movimento artístico. Destarte, o apoio do poder público e a educação artística da população são peças importantes para superar os desafios desse cenário.
Em 2017, com uma iniciativa da prefeitura de Manaus, pontos urbanos foram revitalizados com a arte urbana. Diferentemente desse cenário, a prefeitura de São Paulo, numa tentativa de “limpar” a cidade, cobriu um dos maiores muros da América Latina que expunham grafites. Essa conjuntura demonstra a pouca valorização desse movimento artístico e a marginalização do mesmo, pois o poder público pouco apoia e aprova essas atividades. Isso é reflexo da falta de educação artística e do estigma associado as artes urbanas.
Por sua vez, a falta de educação artística reforça o preconceito sobre a arte de rua. Nietzsche, filósofo e poeta prussiano cita que “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade”. Essa citação relaciona a arte a um refúgio da realidade massante do dia a dia, sendo a arte algo que provoca os sentidos humanos. Entretanto, para muitos, a definição da arte é conservadora, sendo restrita apenas a vizualização de quadros e eculturas. Desse modo, a arte urbana não é considerada um movimento artítico, e por isso é alvo de fortes críticas e preconceitos.
Dado o exposto, a arte urbana é historicamente estigmatizada, sendo desefiadora a valorização da mesma na sociedade brasileira. Por isso, é necessário que as Prefeituras Municipais, em conjunto com as Secretarias de Cultura e Eduação, promovam projetos de incentivo à arte urbana, por meio de cartazes, eventos e atividades artísticas nas escolas, com intuito de desenvolver a educação artística e dar espaço físico e social para que os artistas desenvolvam essa manifestação. Desse modo, seria possível minimizar os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil.