Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/02/2021
O termo “mimesis’ na filosofia aristotélica, é designado à origem de criação da arte; Aristotéles afirmava que o “belo” não pode ser desligado ao homem já que é uma criação própria. Fora da Filosofia, é possível perceber a presença dos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, que gera uma visão distorcida e má influênciada sobre o assunto. Assim, é lícito afirmar que a falta de conhecimento e a banalização de alguns indíviduos contribuem para a perpertuação desse cenário negativo.
Primeiramente, é preciso salientar que o pouco conhecimento sobre a arte urbana é uma causa latente do problema. Segundo o sociólogo Foucault, na sociedade pós-moderna muitos temas são silenciados. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a valorização da arte urbana no país, o que contribui com o aumento da falta de compreensão da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a banalização que a sociedade tem com as manifestações artíticas nas grandes cidades. Após o Renascimento, com a chegada de movimentos como o Impressionismo, criou-se um preconceito com o que era diferente, trazendo assim, uma rejeição as novas expressões, o que resultou em um processo lento de reconhecimento e aprovação dessas artes. No que tange aos desafios que a valorização da arte urbana na sociedade brasileira, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que muitos enxergam o grafite, o muralismo e a pixação uma maneira de expressão que deve ser proibida.
Portanto, a arte é uma característica inerente ao ser humano. Para o enaltecimento da expressão artística das cidades é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período do contraturno, contando com a presença de professores e especialistas no assunto. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam a importância da arte urbana e deixem de lado todo preconceito relacionado à esse tipo de manifestação e se tornem cidadãos atuantes nas resoluções de problemas. Dessa forma, o “belo”, como o filósofo Aristóteles diz, estaria presente nas ruas dos crentros urbanos do território brasileiro.