Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2021
De acordo com o célebre filósofo alemão Friedrich Nietzsche, a arte existe para que a realidade não nos destrua. Dentro dessa perspectiva, é possível perceber os movimentos artísticos como escape para a realidade, todavia, a percepção artística no país passa por problemas de cunho preconceitual, e a arte urbana, por exemplo, é o principal alvo de críticas. Nesse contexto, é válido pontuar aspectos como a segregação cultural e as mazelas derivadas desse processo, por serem aspectos relevantes ao que diz respeito do assunto abordado.
Em uma primeira análise, é lúcido destacar que a segregação cultural é fruto de um passado intolerante, e o qual serve de estrutura para a realidade vigente. A arte urbana, muitas vezes, confundida com vandalismo tem crescido majoritariamente nas cidades brasileiras, e este fato, por vezes, ocasiona uma série de conflitos críticos com o movimento artístico. Durante o Século das Luzes (XVIII), foi defendido por alguns filósofos, o conceito de liberdade de expressão, atualmente, na Constituição Federal de 1988, o mesmo conceito é garantido aos cidadãos brasileiros, todavia, ainda é comum o “esquecimento” dessa pauta dentro do viés preconceitual artístico, consolidando a discriminada arte urbana.
Em uma segunda análise, torna-se necessário discutir sobre os retrocessos causado pela marginalização artística, já a qual é uma problemática que assola a realidade secular. Segundo um sociólogo francês Pierre Bourdieu, um problema apenas persiste na sociedade por ser anterior e exterior ao indivíduo, e tal teoria apenas comprova o anacronismos vivenciado. A marginalização com a manifestação da arte possui suas raizes pautadas na ignorância, e tal fato traz consigo uma série de transtornos, dentre eles, a desvalorização artística no país.
Nesse contexto, é evidente que medidas se fazem necessárias. Logo, cabe as Instituições Educativas promoverem campanhas de conhecimento e conscientização artística, por meio de palestras e conversações intuitivas, a fim de inibir a massa preconceitual direcionada à arte urbana e para que assim, as manifestações artísticas sejam livres da intolerância, e para que finalmente haja a valorização da mesma.