Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/02/2021
Um dos maiores problemas enfrentados pelos artistas da modernidade é a desvalorização da arte urbana brasileira, que surgiu em meados da década de 1960, como uma forma de protesto e denúncia à ditadura militar. Com o tempo tais práticas artisticas passaram a ser mais comum nas cidades brasileiras, mas o que contribuiu para a sua desvalorização ?
Mesmo com a descriminalização da arte de rua em março de 2009, muitos parlamentares brasileiros tentam desvalorizá-la, pois mais de 14 capitais brasileiras têm projetos relacionados ao aumento de multa para grafiteiros e pixadores, as quais podem chegar até a 50 mil reais. Além disso, o ex prefeito de São Paulo, João Dória criou o slogan: “Cidade Limpa” com o intuito de reduzir a quantidade de grafites da cidade, também tentou criar o “grafitódromo”, um espaço destinado para práticas de arte urbana. O que pode lembra a frase do economista Ludwig von Mises: “A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão.”
A arte urbana sempre foi marginalizada no brasil, devido o seu pensamento principal, sempre sofreu por falta de aceitação social, pois busca mostar que a arte não se limita apenas nos museus, mas existe dentro de nós. Este conceito não é muito aceito, e leva muitos a confundir arte de rua com grafitagem, que é considerada por lei como vandalismo. Tais pensamentos vão de encontro com o ator brasileiro Paulor Autran que diz: “Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida.”.
Com isso é possível perceber que para valorizar a arte de rua, precisamos diminuir a intervenção estatal sobre as práticas artisticas no Brasil, visando aumentar a liberdade artística dos artistas urbanos. Precisamos reconhecê-la como patrimônio cultural, e também incentivar as escolas brasileiras as práticas ludicas de grafitagem, pois como dizia o filósofo grego Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens.”.