Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, a arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida , e que se desenvolve para suaviza-la. Nessa perspectiva, é possível compreender a importância das manifestações artísticas para o ser humano, já que elas promovem a reflexão e o entretenimento, além de emocionar e educar. Apesar disso, uma dessas manifestações, a arte urbana, permanece desvalozidada no Brasil. Diante disso, combater o preconceito contra essa forma de arte e a falta de investimentos nessa modalidade cultural consistem em desafios para mudar esse quadro.

A princípio, acabar com o preconceito contra a arte urbana é um dos principais desafios no sentido de promover a valorização dela. Isso porque, historicamente, a sociedade brasileira tende a valorizar a arte erudita e a desprezar a arte popular.  Prova disso foi a tamanha rejeição às novas obras de caráter mais popular propostas na Semana de Arte Moderna de 1922. Assim, como a arte urbana emerge da cultura de periferia, ela, infelizmente, costuma ser discriminada, sendo erroniamente associada à marginalidade e ao vandalismo.

Ademais, a falta de investimentos públicos e privados  na arte urbana é outro desafio a ser superado. Esse problema é ilustrado pela ausência de incentivo para os artistas, pelas poucas oportunidades de trabalho que a eles são oferecidas e pela carência de espaços e estruturas adequadas para que possam trabalhar. Dessa forma, a arte, que segundo o filósofo Nietzsche é um remédio para a vida, encontra-se escassa na paisagem urbana pela falta de suporte aos artistas.

Logo, é preciso adotar medidas para alterar essa realidade. Para isso, a Secretaria Especial da Cultura deve combater o preconceito contra a arte urbana, por meio da disseminação de campanhas de conscientização, nos meios de comunicação,  que propaguem e divulguem essa forma de arte, a fim de mudar a concepção errada que muitos tem sobre essa manifestação cultural. Ademais, esse orgão governamental precisa incentivar o trabalho dos atistas urbanos, por meio do financiamento de exposiçoes públicas e da confecção de artes para a decoração das cidades. Tudo isso com o objetivo de valorizar essa expressão artística.