Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do nosso país, prevê em seu artigo sexto, o direito a assistência aos desamparados inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observam os desafios para a valorização da arte urbana, dificultando, deste modo, a universalização desse direito universal tão importante. diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a analise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira analise, deve-se observar a falta de medidas governamentais para combater tal desvalorização. Portanto, a falta de incentivo financeiro a arte, faz com que muitos não consigam mantê-la por muito tempo. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a de ter liberdade para se expressar, o que infelizmente e evidente em nosso país.

Ademais, a desvalorização e a falta de interesse governamental têm deixado a arte urbana de lado, fazendo as pessoas terem vidas monótonas e automáticas, sendo mortas aos poucos, pois como Nietzsche disse “temos a arte para não morrer de verdade”. Dessa forma prejudicando a saúde da população, podendo fazer com que adquiram doenças mentais, como ansiedade e depressão, descumprindo outra importante promessa do Estado na constituição, a saúde.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso e imprescindível que os deputados e senadores federais, por meio de leis, criem incentivo financeiro aos artistas urbanos, a fim de que suas artes sobrevivam por mais tempo. Assim se consolidara uma sociedade de seres humanos, de fato, onde o Estado cumpre seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.