Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

A célebre produção “Saving Banksy” retrata artistas  que, vítimas da marginalização social, possuem suas obras apagadas das cidades inúmeras vezes. Analogamente à obra, a valorização decadente da arte nos centros urbanos brasileiros cerceia a concretização de uma nação mais justa. Sob tal ótica, é válido analisar a seletividade do Governo brasileiro diante da direcionamento de verbas ao setor cultural, atrelada à inutilidade atribuída pelas massas populacionais à arte, como corroborante dessa prerrogativa.

Em primeira instância, é essencial postular a negligêcia estatal diante dos variados meios artísticos. Em consonância com o doutor em sociologia Sérgio Miguel Franco, cabe ao governo apoiar os estilos culturais em sua generalidade, sem determinar, a partir de gostos pessoais ou popularidade, quais seriam os conteúdos patrocinados. Entretanto, no que concerne à conjuntura efetiva, faz-se notória a contradição para com o cenário sociológico, em função dos investimentos insuficientes nos setores associados ao processo de grafite, por exemplo.

Em segundo plano, convém licitar a adesão escassa das generalidades sociais ao processo de valorização da área artística nos setores urbanos. Consoante ao poma “Vida em Branco”, elaborado pela cantora Zélia Ducan, a arte corresponde a um elemento primordial na contidiano dos indivíduos, assegurando, por conseguinte, a sanidade mental num mundo caótico. Nesse ínfimo, é perceptível a inefetivação do contexto, haja vista os dicursos disseminados acerca da inexistência de suas funções práticas e utilitárias, acarretando a desvalorização crescente dos meios artísticos pelos brasileiros no século XXI.

Em suma, diante dos fatos suprapostos, medidas são indispensáveis para solucionar essa problemática. Almejando a alteração da dinâmica social, urge que o Ministérios da Cultura, órgão crucial do governo brasileiro, amplie a valorização das artes urbanas, por intermédio do direcionamento de recursos finaceiros ao setor. Outrossim, é mister que sejam divulgadas campanhas acerca da indispensabilidade dos meios artísticos na contemporaneidade. Dessa forma, o paradigma exposto em “Saving Banksy” será revertido.