Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/02/2021
Segundo o artista plástico Francisco Brennand:" …a arte, de maneira geral, é um antidestino, um antídoto contra a morte…". Isso denota a importância de se estender a arte urbana à educação regular no Brasil e diminuir o preconceito existente na sociedade sobre essa temática.
Dessa forma, a educação artística brasileira fundamenta-se, principalmente, na valorização das obras tradicionais, sejam elas nacionais ou não. Isso se identifica nos principais livros de história, como os de Erick J. Hobsbawn, Boris Fausto e Caio Prado Júnior. Pois, recebem relevo nomes de artistas consagrados como Pablo Picasso, Salvador Dali, Michelangelo, Aleijadinho, Pedro Américo, dentre outros. Marginaliza-se, assim, a arte de rua e esses artistas são estigmatizados, embora o seu conteúdo seja rico não só em temas sociais, como também na sua estética. Diante disso, a implementação da “street art”, ou arte urbana, na grade curricular da educação básica no país ainda é um desafio que precisa ser superado.
Além disso, o preconceito e a pressão que a sociedade impõe ao estudante sobre conceito de arte tradicionalmente estabelecido o desestimula a desenvolver interesse sobre a arte urbana. Conforme identificou o sociólogo alemão Émile Durkhein, a coerção social é uma espécie de fato social que molda o comportamento do indivíduo e está enraizada desde a concepção da sociedade. Paradoxalmente, entretanto, é comum encontrar obras nas ruas das grandes cidades tão belas que desentranham da garganta da elite brasileira elogios contundentes. Pois, a “Catarse”, termo utilizado por Aristóteles para designar a sensação de prazer que a arte gera ao vislumbrá-la, trascende o estigma social.
Pode-se dizer, portanto, que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deve implementar a arte urbana no Plano Nacional da Educação Básica e tratá-la como uma das vertentes da arte tradicional. Como também, criar campanhas publicitárias e concursos, por meio da Secretaria Especial da Cultura, para implementar a arte de rua na educação regular e dimimuir o preconceito social existente sobre ela, respectivamente.