Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

“O homem é o lobo do homem”, essa máxima de Hobbes pode-se relacionar aos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, uma vez que isso pode repercutir de forma negativa na sociedade.

Atualmente é notavel que, no Brasil, existe uma grande dificuldade de aceitação às expressões artísticas urbanas, uma vez que o grafite e a pichação são colocados como atos de vandalidade na sociedade, tendo em vista que primeiro está diretamente relacionado ao uso da imagem como forma de aprentação do trabalho do artista e o segundo ligado a utilização da escrita como sua ferramenta. Prova dessa repulsão elucida-se na crítica feita pela Amazon (gigantesca multinacional), em 2017, ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB). O vídeo feito pela empresa mostra pontos da capital paulista que antes eram cobertos por grafitagens, agora não apresentam mais vida, já que os desenhos foram cobertos por tinta cinza.

Outrossim também contribui para essa problemática da falta de reconhecimento no Brasil da legitimidade da arte de rua como uma expressão artística, a falta de sensibilidade para perceber que essa, como todas as outras áreas do conhecimento, também passa por um processo de evolução e adaptações ao meio. Pode-se comparar essa ignorância, na narrativa alegórica de Platão chamada “Mito da caverna” que narra a história de pessoas numa caverna, que se recusam a sair dela e viverem novas eperiências, apenas pelo medo de saírem de suas zonas de conforto. Ademais, corrobora-se para essa situação a questão de indivíduos irreponsáveis, ao desrespeitar a propriedade privada e realizar pichações nos domícilios sem concentimento prévio dos donos. Ao fazer isso isso, deixa de ser arte e se torna simplesmente vandalismo.

Portanto, nota-se que tal vicissitude não deve ser mais tolerada cabendo então ao Estado, instituição responsável pelo bem-estar social, realizar projetos de conscientização da população brasileira, afim de democratizar tal forma de exibição artística discutida, contanto que seja em locais permitidos. Cabe também à escola, informar aos jovens que a arte de rua também é uma maneira válida para o embelezamento do país e uma forma de crítica ou enalticimento de algo, uma vez que em toda a história este foi o propósito da arte. Com isso, torna-se claro que o Brasil deve, de maneira quase que urgente, sair dessa situação de ventriloquismo social.