Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2021
Arte, toda forma de representação do meio que critica, denuncia e expressa. Num país onde ela não tem seu devido espaço surgem adversidades para seu entendimento e apreciação: a marginalização dos artistas e leis superfíciais configuram desafios para sua valorização.
Primeiramente é necessário edaficar a razão pela qual a arte de rua é algo marginalizado. O movimento do gráfite alcançou o Brasil na década de 70, essa forma de expressão nasce durante a Ditadura Militar em forma de protesto contra os desserviços prestados pelos governantes. Essa época é marcada pela censura, por torturas e prisões injustas, as imagens daqueles que lutavam pelo seu fim-do vil vintênio-foram subvertidas a fim de desbancar as denuncias feitas, tratando-os como foras da lei e marginais, dessa forma vinculando seus comportamentos à imoralidade. Construiu-se a maculada da reputação dos criadores de conteúdo artístico, e dentre as várias vertentes uma das mais afetada é a “Street Art”, que engloba os grafiteiros que são constantemente chamados de vandalos.
Uma vez compreendido o processo de marginalização, é necessário adentrar no segundo ponto relevante a discussão, isto é: leis mal formuadas que exibem lácunas. O porquê das produções urbanas serem tão relevantes, elas promovem democratização do acesso à arte. Infelizmente por conta das diferenças socioeconomicas do Brasil, ter contato com esse tipo de cultura é caro e em razão disso fica reservado a elite e classe média alta, no entanto se elas sairem das galerias e tiverem espaço na rua- essa sendo um espaço público- todos têm possibillidade de aprecia-la e consumi-la. Entranto no aspecto júridico, podemos exemplificar com a lei contra pichações, que por não definir parâmetros entre pichação e gráfite, cobre não só o desejado como o indesejado.
Já analisadas as preposições introduzidas inicialmente, é fato que a marginalização do artista em conjunto com a lácuna jurídica são desafios para valorização da arte urbana. É imprescindível tomar providências que devem vir primeiramente das escolas na forma de discussões a respeito do grafite e dos reflexos da ditadura na construção da imagem do artesão, a fim de dissociar a imagem deturpada que ainda reflete sob eles. Em consoância devem ser reavaliadas leis que tenham possivéis brechas para que a democratização da cutura não seja interrompida, isso deve ser executado pelo Supremo Tribunal Federal na imagem de Luiz Fux. Desse modo podem ser amenizadas os desafios para a estima e prestígio da “Street Art”.