Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/03/2021

No Brasil, a arte urbana chega por volta da década de 1970, como forma de criticar e transmitir uma mensagem as repressões e censuras causadas pela Ditadura Millitar. Atualmente, a arte urbana tem se expandido, porém ainda exitem desafios a serem combatidos, tal como, a falta de reconhecimento da produção artística e a esteriotipação desse movimento, causado pela falta de aprofundamento do valor da arte urbana pela população.

Em primeira análise, é importante destacar uma falta de valorização desse subgênero, como um dos desafios enfrentados pela arte urbana por  parte da população. Isso se justifica, pois o grafite é esteriotipado e alvo de preconceito por pessoas que não tem conhecimento aprofundado e que vinculam a grafitagem a um ato de vandalismo. Prova disso é que, devido à omição estatal na garantia de uma formação crítica da sociedade, até mesmo a lei federal nº 9605, de 1998 - a qual relata que a pichação é considerado um crime contra o patrimônio, e o grafite, que por sua vez, é realizado com fim artístico, de forma lícita - é desconhecida pela população. Consequentemente, insentas de conhecimento, tais pessoas são levadas a tirarem suas próprias coclusões a respeito do assunto.

Ademais, é relevante, nessa temática, o conhecimento da produção artística, como umas das barreiras enfrentadas por essa arte pouco divulgada e explorada. Essa dificuldade ocorre por falta de informações necessárias e falta de debates pelas mídias, as quais não utilizam do seu poder de persuasão para propagar a importância da arte urbana. Dessa forma, essa realidade vai de encontro a importância dada pelo cientista Da Vinci quando fala que, " A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível’’, ou seja, segundo ele a arte não precisa ser expressa em palavras para trazer uma mensagem ou crítica.

Portanto, diante dos desafios para a valorização da arte urbana, medidas são necesárias. Para isso, o Governo, em específico o Ministério da Educação, deve, por meio de palestras e debates referente ao valor  artístico, promover a formação de um pensamento autônomo da população. Somado a isso, cabe o Ministério das Comunicações, atual responsável pela mídia, potencializar a valorização desse gênero artístico, e combater o preconceito vivido pelos artistas, por meio de exposições  nas redes sociais, televisores, rádios e jornais em horários nobres. Tudo isso, afim de que haja maior visibilidade, possibilitando, assim, a população o conhecimento mais aprofundado dessa arte, fazendo com que tal impasse, seja amenizado.