Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

Os titãs, banda que é um grande nome do rock brasileiro, canta: “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” afirmando que a arte é algo que dignifica o homem, sendo considera uma necessidade primordial à vida. Contrariando essa verdade, a arte encontra diversos obstáculos para ser valorizada no país e essa problemática se mostra ainda maior em relação a arte urbana, isso devido a negligência de um público antojado e da postura do Estado em relação as manifestações artísticas.

Sob esse viés, é lícito afirmar que a arte de rua sofre com a invilibilidade diante de olhos de um contidiano caótico, incapaz de parar para aprecisar, refletir e criticar dada manifestação artística, contrariando o seu maior propósito de realizar um encontro da arte e os debates trazidos por ela com a vida.  Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman “As pessoas seguem a correnteza obedecendo às suas rotinas diárias e antecipadamente resignadas diante da impossibilidade de muda-lás, e acima de tudo convencionadas da irrelevância e ineficácia de suas ações ou de sua recusa em agir”. Com isso, é coerente afirmar que as pessoas que vivem presas as suas rotinas e corrida contra o tempo ficam cegas diante da emoção e reflexão que o grafite, as estátuas vivas, as apresentações de rua propõem, constuindo uma sociedade acritica, sem voz, imparcial sobre qualquer debate, sem emoção e sem história.

Outrosim, a arte urbana encontra desafios em ser estimada como consequência de uma postura também negliente e censuvável do Estado que ao invés de promover e incentivar uma forma de arte que dar voz e salva principalmente as minorias afetadas por uma socidade desigual, ou mesmo, que nos é assegurada no artigo 6º da Constituição Federal, ele não investe, censura e criminaliza. A exemplo disso, no ano de 2017 o atual governador de São Paulo, João Doria propós o programa “São Paulo Cidade Linda” que previa apagar todos os grafites das ruas da cidade mais urbanizada do país piantando-as de cinza, ou seja, censurou a arte, apagou as cores, calou as vozes de artistas que lutam para mostrar sua arte.

Percebe-se, portanto, que as adversidades encontradas pela da arte urbana na busca de sua valorização exige soluções imediatas. Assim, torma-se primordial a ação do Governo Federal no investimento e na promoção da arte de rua, por meio do patrocinio de minorias que anseiam por expor sua arte e na consientização da população sobre valor e importância de tal manifestação, através da promoção de um diálogo direto do artísta com o público a partir de exposições para que a população entenda e estime a arte como catam os titãs como algo primordial para nosso existência e dignidade.