Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/03/2021

Eduardo Kobra,artista brasileiro, ficou mundialmente conhecido como um dos maiores muralistas da atualidade apresentando obras em 5 continentes. Seus muros grafitados dão cor a cidade de São Paulo, complementando a paisagem e representando a arte urbana que é tão pouco valorizada nesse país. Com base nisso, torna-se válida uma disussão a respeito desse tipo de expressividade e os desafios que a mesma enfrenta.

“Street art” ou “arte urbana”, é marcada por abranger várias manifestações, como pinturas, grafites, intervenções e apresentações de rua. Essas obras são apresentadas no meio urbano por possuir, na grande maioria, alguma mensagem revolucionária com o objetivo de impactar os espectadores. O momento mais marcante dessa forma de expressão no Brasil foi durante a chamada Ditadura Militar, foma de governo na década de 70 que gerou várias insatisfações nas pessoas, fazendo-as,por meio dessa arte, denunciar a atual gestão e dar voz as pessoas da periferia. Esses artistas foram inicialmente muito marginalizados por apresentarem uma enorme crítica política da época.

Atualmente, essas manifestações continuam sofrendo alto preconceito e discriminalização indo contra ao Art. 5 da Constituição, onde a liberdade de expressão de todos passa a ser igualmente legalizada. Muitos exergam pichações e arte de rua como vandalismo ao invés de expressão artística. Em 2018, o prefeito de São Paulo, João Dória, junto com seu secretário,vestiu roupas de funcionário público de limpeza e declarou guerra contra os pichadores,cobrindo de tinta cinza várias pichações e grafites que rodeavam a  avenida “23 de Maio”. O episódio foi bastante criticado nas redes sociais e motivo de choque para os artistas que perceberam a contínua luta por aceitação.

Com isso, seria de enorme importância que a união família-escola apresentassem desde cedo a arte urbana para seus jovens, aumentando ainda mais o recohecimento de tal expressão . A mídia também poderia dar mais espaço para esses artistas e as leis por meio da secretaria de cultura, poderiam ser revistas.