Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

De acordo com a Declaração Universal dos direitos Humanos(DUDH), todos tem direto ao acesso à cultura e à arte. Entre as formas de arte diponíveis para a população brasileira, a arte de rua, com as suas variadas formas desde “lambe lambe” até o  “grafite”, é a mais vísivel ao ar livre. Entretanto, devido a ausência de uma educação adequada e direcionada à compreensão e à apreciação da arte, de forma geral, e da falta de apoio do poder público para com os artistas, a arte urbana sofre com o estigma/desvalorização por parte da socieade.

Sob essa perspectiva, de desvalorização da arte urbana, entende-se como essencial, durantre a formação do indivíduo, o ensino das artes e das suas formas de apreciação. Entretanto, em relação à arte urbana, é perceptível a diferença no trato que recebe em relação as outras formas mais “estabelecidas” de arte (quadro, peça de teatro, escultura). Essa diferença, acaba por limitar o acesso à cultura, direito garantido na DUDH(documento o qual o Brasil é um dos signatários desde de sua origem em 1948) o que por consequência torna a apreciação da arte muito limitada. Somado a tudo isso, essa limitação impede até a reflexão sobre a realidade que cerca o indivíduo, pois a arte urbana tem em suas raízes a contracultura (movimento histórico de relevância local e internacional). Ou seja, sem uma educação que ensine o jovem a apreciar e repeitar a arte urbana, o direito à cultura é tolhido.

Além disso, a falta de apoio do poder público para com os artistas que promovem a arte urbana gera uma estigmatização generalizada sobre essas pessoas. Essa estigmatização acaba por desetimular os artistas locais, o que pode impedir obras como as do artista Bansky, conhecido internacionalmente pela qualidade e pela crítica social associada ao seu trabalho, de virem à público. A partir disso, a desvalorização da arte urbana torna-se algo banal e aceitável para a sociedade. Ou seja, a sociedade perde experiêcias que poderiam trasnformar o seu modo de pesar e enxergar os seus próprios problemas. Sob essa perpectiva, tudo o que o poder público puder fazer para preservar o direito à cultura e ao trabalho, dois direitos humanos reconhecidos pela Constituição Federal de 1988, deve ser feito com afinco.

Portanto, para que o direito constitucional à cultura amparado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos seja efetivado no Brasil, se faz necessário uma reformulação na forma como o ensino artístico é tratado nas escolas por parte do Ministério da Educação(MEC): com uma adequação no currículo e com a exigência de visita dos alunos, com os respectivos professores, à locais onde a arte urbana esteja presente. Somado a isso, o Governo Federal deve promover a arte urbana com apoio finançeiro aos artistas e respeito as suas obras(sem destruição) para a efetivação dos direitos humanos.