Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2021
A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito à liberdade de expressão, porém essa Lei é negligenciada na prática. Nessa circunstância, no Brasil, percebe-se a pouca discussão nas escolas a cerca da arte urbana, além do baixo investimento financeiro estadual no meio artístico da cidade, tornando-se um desafio a valorização das artes urbanas no tempo hodierno. Diante desse cenário, fica perceptível a dificuldade de diálogos sobre a arte urbana. Bom exemplo disso é o grafiteiro norte-americano Jean-Michel Basquiat, o qual não frequentava a escola, já que esta não trazia muitos conteúdos relacionados ao grafite para a sala de aula. Diante disso, é notório a atenuada preocupação das instituições escolares com a interdisciplinaridade e as formas de expressões que o aluno deveria ter. Sob esse viés, esses estudantes tem grande probabilidade de não se identificarem com o conteúdo básico proposto pelos colégios, o que dificulta a relação dos envolvidos e o desenvolvimento cognitivo dos alunos do século XXI. Outrossim, vale ressaltar o documentário do Youtube “Pixo”, ao mostrar artistas do município de São Paulo, os quais usavam de suas pinturas em prédios para denunciar as situações errôneas da sociedade. Dito isso, fica claro que essa visão artística é muito desvalorizada pela população, a qual demonstra enorme preconceito. Sob essa ótica, ficam visíveis os baixos incentivos de políticas públicas nessas pinturas de rua, as quais são parte da identidade dos seres humanos artistícos e da história que vive-se em construção. Dessa forma, é perceptível que muitas medidas precisam ser tomadas para que haja a valorização das artes nos centros urbanos do país em quesão. À luz dessas considerações, urge que a Secretaria da Cultura em parceria com o Ministério da Educação envie um projeto de Lei à Câmara dos Deputados, o qual proponha o debate sobre a arte urbana por meio de atividades extras currículares para que todos possam ter contato com essas artes. Assim, construir-se-á um mundo mais desenvolvido cognitivamente. Ademais, é preciso que o Ministério da Cidadania alie-se ao Ministério da Economia para investir nos artistas de pintura urbana, por intermédio de um vale mensal, no valor de um salário mínimo, a fim de que os profissionais tenham mais recursos para o grafite, pixação, por exemplo. Logo, serão um Basquiat de sucesso enaltecidos pela humanidade.