Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2021
Sabe-se que o primeiro relato de arte urbana no Brasil se deu no período da ditadura militar, para mostrar a insatisfação da população contra a repressão política da época, onde os dizeres “abaixo a ditadura” foram pixados nos centros urbanos. Desde esse período até os tempos atuais, o grafite ainda é visto com o olhar marginalizado e projetado como uma expressão negativa da periferia.
Para se ter um maior apoio da sociedade, hoje cabe ao poder público regularizar espaços adequados para que os artistas possam divulgar sua expressão artística, sem que se haja receios e preconceitos por parte da sociedade. As questões que envolvem as diferentes vertentes no desafio dos grafiteiros encontra-se na manifestação da população como o todo na sua cultura transcrita em uma tela, ou seja, nas paredes vindas das periferias.
A arte urbana é fundamental para o Brasil contêmporaneo, pois se torna uma tela aberta para os artistas expressarem o que de fato acontece em seu cotidiano. Ainda nesta mesma perspectiva é importante observar que o manifesto artisticos destes grafiteiros tendem a contribuir como um complemento a paisagem da cidade. Embora pela falta de políticas públicas, esta demonstração cultural é a única representação artística. Para melhor entendermos o que se tem como arte contemporânea, podemos citar desenhos durante o período de carnaval nas cidades de Olinda e Recife.
Para que de fato ocorra uma valorização da arte, deve se propor nas escolas um certa discussão sobre os grafites que também faz parte da expressão artística e cultural. Tendo em vista a importância das manifestações ligando momentos de representação passada com os fatos historicos atuais e em relevância na construção das cidades.