Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 11/03/2021
Vandalismo? Não, meio de expressão!
Brasil: o país em que os artistas urbanos mais enfrentam desafios quanto a valorização de sua arte. Ademais, como já dizia o cantor Criolo em sua música autoral: Não existe amor em SP “um labirinto místico, onde os grafites gritam, não dá pra descrever”, já deixa explícito que a arte urbana, especificamente o grafite, “grita” para que o povo “ouça” (veja) o sentido real que quer ser passado. Entretanto, nossa nação é uma das que mais ignora e tem pré-conceitos formados sobre esse tipo de arte.
Primeiramente, de acordo com uma coletânea de dados realizada pelo site Obvious Mag, a arte de rua não carrega consigo nenhum padrão estético, sendo uma obra livre e que em sua maioria procura representar formas de protesto. Devido a este fato, grande parte da população brasileira simplesmente enxerga esse tipo de modo de expressão como uma atitude de vandalismo e uma poluição visual atrelada aos muros, ruas e cidades.
Segundamente, justamente pelo preconceito enraizado na sociedade, o embelezamento da cidade através de artes urbanas passou a ser limitado quando o governo brasileiro aprovou, no ano de 2009, a lei 706/07 que apenas possibilita esse trabalho em territórios autorizados por seus proprietários, descriminalizando-o totalmente.
Portanto, torna-se possível a percepção de que os artistas se deparam com grandes desafios para que suas obras possam ser executadas. Além disso, arte é sinônimo de cultura e beleza, seja ela formal ou urbana, poranto é necessário que esses problemas possam ser cessados para que a mesma seja colocada em prática. Para isso, será necessário um apoio governamental da Secretaria Especial da Cultura, órgão do governo do Brasil, que promoverá propagandas informativas sobre esse tipo de arte e sua importância, na tentativa de mudar a visão da população. Essa ação será possível de ser realizada se forem utilizadas as verbas arrecadadas através dos impostos, além de que tal será transmitida pelas plataformas: internet, escolas, espaços públicos e televisão.