Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 10/03/2021
Ao longo da história é possível identificar a importância da arte para a sociedade, e ao decorrer da sua evolução, nasceu a arte urbana. Sua definição consiste em abranger todos os exemplos de manifestações artísticas, tais como grafites e pinturas. No Brasil, ela se desenvolveu e conquistou grandes cidades, porém, infelizmente ainda existem grandes desafios para a sua valorização, como o preconceito artístico e a desigualdade cultural.
Em primeira análise, o preconceito artístico se relaciona com o vandalismo, na qual a sociedade não consegue diferenciar a arte de pichação, criminalizando toda e qualquer expressão em lugares públicos. O fato é que existe uma grande diferença entre grafite e pichação. A pichação é o ato de escrever em muros, fachadas de prédios, monumentos e, normalmente, é marcada por palavras de protesto ou insultos, além de ser o objeto de demarcação de gangues que disputam um território. Já os grafites possuem elevada qualidade artística, com cores vivas que chamam a atenção e tem os contornos bem definidos, que dão destaque a artistas urbanos que tampouco têm oportunidade para divulgar sua arte.
Ademais, a cultura brasileira é extremamente diversificada, o que não exclui a evidente desigualdade social, que segundo o estudo teórico da história da Arte-Educação, vem desde a antiguadade, e podemos relaciona-lo com a renda de cada um, por exemplo. Nesse sentido, as artes eram apenas para as pessoas da realeza, e consequentemente ao decorrer do avanço social brasileiro, para possibilitar a compreensão de arte no mundo moderno, o conhecimento foi algo fundamental, como também é indispensável para uma ressignificação de valores, ideias e conceitos. Além disso, essa falta de assimilação, gerou, o que chamamos de desigualdade cultural.
Diante do exposto, é nítido a importância do conhecimento, logo, cabe ao Governo investir em aulas de artes nas escolas, para que, dessa forma, aumente a consciência cultural. Também, ele deve criar campanhas de incentivo a arte urbana e consequentemente, apoiando os artístas a trabalharam coma arte, na qual é de suma importância para a história e para registros de cultura no século 21.