Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 25/03/2021

Para o filósofo Friedrich Nietzsche, a arte seria a busca para encontrar a elevação espiritual e o controle emocional, sendo a vida sem ela uma espécie de morte. Entretanto, no Brasil, a arte urbana está em constante desvalorização, uma vez que o governo brasileiro se porta como conservador em relação à mudanças, como também, o estereotipo de arte clássica ainda verbera na sociedade brasileira.

Primeiramente, é notável, segundo o livro ´´ Elite do Atraso´´, do autor Jessé Sousa, que o governo brasileiro é extremamente consevador mediante a mudanças, nesse sentido, fica evidente que o estado é contra  arte urbana, por esta  representar uma mudança brusca no campo da arte. Ainda na mesma óptica, de acordo com o G1, site oficial da rede Globo, em 2017, o então prefeito de São paulo removeu inúmeros grafites espalados por toda a cidade, provando ,assim, como o governo brasileiro é contra a valorização da arte urbana no Brasil.

Doravante,  conforme o filósofo chinês Confucio, para entender o presente, basta olharmos para o passado. Nessa lógica, é compreensível que a sociedade brasileira, por influência da Europa no século XV até nos dias atuais, é tradicionalista no universo artístico, tendo um esteoreótipo muito bem formado do que é a arte, optando como modelo, a produção artística  clássica, não deixando espaço para uma nova forma de expressão. Esse pensamento pode ser comprovado pela difícil aceitação do povo brasileiro, por exemplo, do quadro ´´O Abapuro´´, de Tarsila do Amaral, que quebra com o paradigma da arte clássica.

Logo, é de conhecimento de todos que a produção de arte urbana no Brasil é desvalorizada por um série de fatores. Portanto, o Ministério da Cultura, em conjunto com o Ministério da Educação, deve quebrar o estereótipo de arte formado ao longo dos séculos, fazendo isso por meio de cursos onlines e atividades extracurriculares no sistema de ensino fundamental, que explicitem a importância de novos modelos artísticos, como também, deve cobrar um novo posicionamneto mais aceptível do governo mediante a novas formas de expressão, para finalmente termos a aceitação de novos tipos de arte no Brasil.