Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 11/03/2021
De acordo com o artigo 215 da Constituição Federal de 1988, o estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, apoiando e incentivando a valorização e a difusão das manifestações culturais. No entanto, verifica-se uma lacuna na valorização dos artistas urbanos no Brasil do século XXI, que enfrentam cada vez mais desafios para exercer sua arte. Nesse sentido, o problema persiste em virtude da má influência midiática e à ineficiência governamental, que não garantem tal valorização.
Em primeiro plano, evidencia-se que o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para valorização da arte urbana. Conforme Pierre Bordieu, sociológo francês, a facilidade de acesso a obras de arte pode ser chamado de “capital cultura”, e sua acumulação é uma maneira de reproduzir a desigualdade social. Nessa perspectiva, com pouca visibilidade dos grandes veículos de comunicação à arte urbana, a mesma atinge cada vez um menor público, se tornando um grande desafio a democratização de seu acesso e a distribuição do “capital cultura” entre todos. Desse modo, também, uma grande parcela da população que exerce a arte de rua fica invisibilizada.
Ademais, há a influência da falta de incentivo estatal como causa do problema. Nesse viés, Simone de Beauvoir defende a necessidade de erguer o povo à altura da cultura e não rebaixar a cultura ao nível do povo. Dessa forma, percebe-se uma irresponsabilidade governamental na inserção da arte urbana na vida da população, por meio de uma introdução de obras em locais públicos e no currículo escolar, em prol da valorização dos artistas de rua, que precisam do seu espaço.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O ministério da cultura, com o apoio do MEC, deve criar uma campanha nas redes sociais, por meio de relatos de artistas urbanos sobre sua realidade e sobre como o enaltecimento de sua arte ampliaria a continuidade do trabalho. Afim de reverter o silenciamento midiático e promover tal valorização. Nessa ação, seria pertinente a criação da #lugardearte para ganhar alcance. Assim, possivelmente, o “capital cultura” que Bordieu se refere, será disseminado, diminuindo os desafios para valorização da arte urbana no Brasil.
(Na folha de redação ENEM manuscrita, utilizei 30 linhas. Por favor, desconsidere essas 6 restantes)
(na folha de redação ENEM manuscrita, utilizei 30 linhas. Por favor, desconsidere essas 6 restantes!)