Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 11/03/2021
Nos dias atuais, não é necessário procurar demais para encontrar grafites e pixos pelas cidades brasileiras, basta olhar para um muro público ou uma fachada. Com isso, surge o dilema “vandalismo ou arte?”, uma vez que cada cidadão possui uma visão distinta sobre o assunto. Tal questionamento pode ser evidenciado pelo fato de artistas serem considerados vândalos e a arte urbana ser pouco trabalhada em escolas.
Primeiramente, apenas 2% das aulas de arte em escolas públicas são sobre arte de rua, segundo a revista G1. No entanto, pode-se ver diversos muros de escolas públicas com pixações ou grafites, muitas das vezes com frases ou nomes. Sendo assim, o tema é comumente tratado como vandalismo nas escolas, o que poderiam se tornar belas artes se trabalhados da maneira correta.
Em segundo lugar, o fato de artistas urbanos serem considerados marginais evidencia o preconceito ainda existente na sociedade, comprovado pela pesquisa da revista Estado SP, que diz que 68% da população acredita que arte urbana é vandalismo. Porém, devemos levar em conta que grafites trazem cores a muros que antes passavam despercebido. Sendo assim, se feita de maneira correta essa manifestação da rua em forma de arte pode ser bem vinda pela sociedade sem problemas.
Por fim, fica evidente a necessária criação de um projeto sobre artes urbanas nas escolas públicas do Brasil, levando pessoas especializadas até as escolas e propondo aos alunos aulas de qualidade. Sendo assim, o Governo Municipal, por meio de parcerias com artistas de rua dispostos a tratar do assunto com adolescentes deve implantar palestras e aulas que abordam o tão polêmico tema nas escolas municipais. Com isso, a sociedade estará mais informada e o preconceito sobre o assunto diminuirá, além de disseminar a cultura pelo país.