Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 12/03/2021
Exposição a céu aberto.
Rap, Hip-Hop, Funk, Embolada, Repente, Grafite. A ampla diversidade cultural brasileira propicia uma enorme variedade de obras artísticas cujas riquezas não são devidamente valorizadas pela sociedade brasileira nos dias atuais. Nesse sentido, encontra-se necessário discutir os desafios presentes no cotidiano para a valorização da arte urbana no Brasil.
Um marco na historiografia brasileira, A Semana da Arte Moderna de 1922 enquanto procurava a cisão de influências européias, para o desenvolvimento e exaltação de obras brasileiras, originaram-se debates sobre oque deve ser considerado arte. Relativo a isso, é possível destacar a situação atual de artistas nas grandes cidades como por exemplo grafiteiros, que por preconceito ou ausência de conhecimento acabam descriminalizados perante a sociedade, sendo muitas vezes taxados como “vagabundos” ou até criminosos. Acostumados com a elitização de processos culturais e artísticos, alguns cidadãos acabam por não reconhecer, como arte, as pinturas espalhadas por toda cidade, desde muros até viadutos, e tudo sobre o alcance dos olhos, sem cobrar nada.
Outrossim, o desenvolvimento rápido, desorganizado e não planejado, somado à especulação imobiliária nas grandes Metrópoles ocasionaram um processo de favelização, afastando famílias, economicamente desfavorecidas, do acesso à bens essenciais como saneamento básico, educação, saúde e - sobretudo - cultura. A distância, tempo e custo tornam-se empecílhos para o acesso a programas artísticos, que por sua vez motivam comunidades marginalizadas a criarem a própria arte, espalhando-a por toda parte, provocando críticas, incomodações e aquarelas à paisagem apagada das grandes cidades.
Para a valorização da arte urbana no Brasil, portanto, é fundamental o preparo de consciência da população partindo da Secretaria Especial da Cultura, por meio de propagandas midiáticas como Rádio, Televisão Internet - sobretudo influenciadores - difundindo a amplitude da arte, para que assim, a idéia estereotipada de arte acabe por perder sua tonalidade com o tempo.