Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/03/2021
Durante a ditatura militar, a liberdade de expressão era caçada, e o grafite era considerado crime pela legislação brasileira. Um dos maiores artistas do movimento urbano no Brasil foi Alex Vallauri, que, no decorrer do regime iniciou uma série de críticas ao governo nas paredes da cidade de São Paulo. Tal movimento, que na época era crime, hoje é apreciado por muitos, mas ainda assim é desrespeitado pela maior parte da sociedade, principalmente por fatores como: a valorização de princípios mais conservadores e pelo preconceito entorno desse tipo de arte.
Sendo assim, o Brasil contém uma vasta diversificação de culturas, dentre elas, a arte urbana, mas mesmo com uma maior valorização das diferenças ainda há uma disparidade no valor dado por parte da sociedade a artes como o grafite, por exemplo. Mesmo com a aplicação da lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua, é notável que essa forma de expressão ainda é desvalorizada por grande parte da sociedade.
Ademais, o preconceito social e por parte das autoridades são grandes desafios para alavancar a igualdade e o respeito entre os diferentes tipos de expressões artísticas no Brasil. Segundo o filósofo francês Voltarie, o preconceito é a opinião sem conhecimento, então não basta o Estado adotar medidas sobre a liberdade de expressão, cabe também a sociedade mudar sua cultura preconceitusa, pois, os grafites, assim como pinturas clássicas expressam sentimentos que não podem ser restritos da sociedade, sendo a arte essencial em todas as esferas da vida humana.
Portanto, nota-se a importância que o governo tem em informar a sociedade através de propagandas de viés educativo sobre as diferentes formas de expressão e como a arte urbana é tão essencial como a arte erudita. Desta forma contribuindo para a formação de uma sociedade mais empática e que não cometa os mesmos erros do passado como na ditadura militar.