Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/03/2021
Surgido na década de 70, a arte urbana vem se espalhando desde então ao mundo inteiro. Manifestando-se por meio de intervenções, performances, grafite, teatro, dentre outras. Essas ações ocorrem em espaços públicos, onde há a intensa circulação de pessoas, com a intenção de levar a arte para os cidadãos sem precisar ir até centros culturais. Porém, no início era uma arte marginalizada e de certa forma ainda sofre preconceitos.
O preconceito social e autoritário são grandes desafios para alavancar a igualdade e o respeito entre culturas brasileiras. Segundo o filósofo francês Voltarie, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Sendo assim, nota-se a importância que a distribuição da sabedoria e colaboração comunitária obtém para que a arte seja expressa de todas as formas. Ainda não bastante, a forma artística nas ruas embeleza os espaços e expressa sentimentos do praticante, desse modo, quando realizada com restrições, ela torna-se necessária nos espaços urbanos.
No início da arte urbana no Brasil, a arte aparece, mais precisamente com as obras de grafite, sendo alvo de bastantes críticas e preconceitos, dependendo do local onde é produzida e do indivíduo que a realiza, sendo mais reprimida entre a população negra e pobre. Vale lembrar que muitos problemas são enfrentados pelos artistas de rua, tal qual a proibição de manifestações artísticas em locais públicos. O que contraria o artigo 5° da Constituição do país, que diz que todo cidadão é livre para se manifestar artisticamente.
Diante dos fatos abordados, é necessário o apoio governamental legislativo e federal, para a criação de leis eficazes contra o preconceito artístico, juntamente com palestras em escolas de rede pública e privada, com o intuito de distribuir o conhecimento sobre as artes brasileiras e suas características, para que a sociedade se conscientize e que viva com respeito e afetividade entre as culturas e os cidadãos do país.