Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Street Art, ou arte urbana, surgiu nos Estados Unidos, na década de 70, e tem um caráter dinâmico e passageiro. Normalmente é associada à pinturas ou ao grafite. Existem muitas técnicas de grafite e atualmente os trabalhos em 3D chamam a atenção dos críticos. A arte urbana tem como idéia principal migrar dos lugares consagrados destinados a exposição artística como teatros, museus e expandir pra locais de visibilidades da arte cotidiana.
A celebração do dia do grafite marca a trajetória de vida dos artistas do DF e exalta o reconhecimento da aceitação da prática como arte. O grafiteiro Douglas Fonseca, o Kordyal como é conhecido no meio, teve sua vida transformada pelo grafite. Um dos grandes nomes da arte urbana da cidade, ele conta que seu talento – antes visto com o olhar de discriminação – foi aprimorado por meio de capacitação, tornando-se sua fonte de renda atualmente. “O grafite me lançou no mundo das artes plásticas de um modo geral, gerando várias possibilidades de trabalho”, explica. Douglas relembra que, nas décadas de 90 e 2000, o movimento era marginalizado, considerado pela sociedade como apenas mais um ato de vandalismo.
O artista, que nasceu do “Pixo”, diz que sua evolução como grafiteiro também é resultado da democratização do acesso à arte no país. Ele relata que o reconhecimento mundial do grafite traz versatilidade a essa expressão artística, que funciona como trabalho e como meio de capacitação para estes artistas. Diz ele que “O grafite ganhou espaço no DF não só como arte, mas como decoração, moda e até terapia”
Para que a arte urbana conseguisse maior visibilidade, seria bom que o governo promovesse eventos com diversidades artísticas e abrir ao público para que os olhares que ainda sim existem de discriminação pudessem enfim acabar.