Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 26/03/2021

A partir da matéria do jornal El País que fala sobre a ‘maré cinza’ que o prefeito de São Paulo, João Doria, fez no estado, pode ser visto a partir das informações adquiridas pela notícia que o governo repudia a cultura brasileira. Pois a partir das artes urbanas a população brasileira consegue se pronunciar e ainda deixar a cidade mais viva, essa ação da prefeitura não foi feita da maneira certa, e mostra a população que qualquer coisa escrita ou desenhada em muros é vandalismo.

Antes de mais nada deve ser entendido a diferença entre grafite e arte urbana. Segundo o site Educa Bras, a diferença entre eles é que na arte urbana é expressado a partir de desenhos uma questão social mas sem ser de uma maneira agressiva. Já nos grafites é exposto a partir de palavras seus sentimentos e rebeldia, e é muito utilizado por gangues de rua. Essas artes dão à cidade uma cor e vida, pois sem elas as ruas parecem mortas e feias. Com essa informação é possível distinguir que essa interpretação de que qualquer coisa feita em muros é vandalismo está equivocada, e que não deveriam proibir e apagar essas artes que são uma maneira de expressão da sociedade e faz com que outras pessoas pensem e reflitam sobre acontecimentos sociais pelo mundo ou país.

Também a maior parte dos artistas urbanos tem a licença e permissão do dono dos muros para fazer a sua manifestação, então com isso ela não deve ser considerada vandalismo, mas sim algo que faz parte da cultura brasileira.

Portanto, é necessário que a atitude da prefeitura seja repensada e mudada. A prefeitura, que foi a responsável por apagar as artes nas ruas de São Paulo, deve se redimir aos artistas que tiveram suas artes cobertas, que uma lei que permita que artes urbanas não sejam mais consideradas vandalismo e que para serem feitas todos devem ter um documento de permissão para fazerem suas artes. Com isso as cidades ficaram mais bonitas e coloridas, e o povo poderá se manifestar novamente.