Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 22/03/2021
É notório que a arte urbana está cada vez mais inserida na sociedade. Seja através de grafites, cartazes ou até mesmo em estátuas vivas, esse meio de expressão vêm se popularizando nos principais centros urbanos. Porém, no Brasil, esse tipo de arte ainda é muito mistificado e associado com a pixação. Desse modo, é de extrema importância uma solução que acabe com o preconceito existente, a fim de valorizar essa arte que além de expressar ideias e sentimentos, humaniza o espaço e a cidade.
Em virtude da implementação da Ditadura Militar no Brasil durante a década de 70, a arte urbana surgiu como uma forma de expressão a resisência política. Eventualmente, a arte de rua evoluiu para expressar muito mais que resistência política, ela se tornou algo que rompe com os estigmas de espaços públicos estáticos, trazendo novas dimensões aos grandes centros urbanos na maioria das vezes sempre caótico (sempre cheios de carros, poluição…). Além disso, dependendo do local onde essa arte é produzida e do indivíduo que a realiza, ela acaba sendo reprimida entre a classe baixa.
Com isso, é de extrema importância uma medida que desmitifique a ideia de que a arte urbana é relacionada a pixação e a movimentos de agressão, opressão ou algo a população mais humilde/de classe baixa. Afinal, a arte urbana representa o encontro da vida com a arte, através da união que se dá naturalmente enquanto o ser humano vive e se desloca pela cidade.
Em suma, cabe ao Ministério das Comunicações, explicar a diferença entre arte urbana e pixação, por meio da criação de propagandas de televisão, que mostrem a importância dessa arte para transformação do espaço ocioso, a fim de quebrar o preconceito que existe sob essa forma de expressão.