Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Como se sabe, manifestações artísticas estiveram presentes na vida humana em diversos tempos e sociedades, sendo expressas nas paredes das cavernas, tetos das igrejas pintados por Michelângelo, em quadros expostos nos museus e em laterais de edifícios (como se vê na contemporanidade no Brasil). Em contrapartida, ao passo que as expressões artísticas anteriores são renomadas, a arte nos centros urbanos brasileiros tem sido desvalorizada. Logo, faz-se necessário o reconhecimento desta, uma vez que, por ser a mais atual forma de expressão, tem sido desmerecida por aqueles que a assemelham com ‘‘rabiscos’’ e vandalismo, mesmo após sua descriminalização.
Diante desse cenário, pode-se retornar à Semana de Arte Moderna, que ocorreu em 1922 na cidade de São Paulo e contou com a participação de artistas que incorporaram o Modernismo no país, por exemplo, Tarsila do Amaral, a qual inovou as obras de arte ao retratar com cores vibrantes e formas únicas a paisagem e o cenário da época. As apresentações desses dias receberam duras críticas a partir do momento que chocou o público, o qual havia se acostumado com os modos tradicionais. Assim, é possivel perceber que tanto a arte urbana, quanto a moderna possuem semelhanças: ambas foram inovadoras, cada qual em seu tempo e ambas devem receber seu devido valor no âmbito privado e público, pois além de conectar o subjetivo (emoções) e o objetivo (razão) através das pinturas,, mostrando-se assim, segundo a Organização Mudial da Saúde, um excelente auxiliador no tratamento de doenças emocionais (como depressão e ansiedade), a arte é a máxima expressão dos sentimentos que permeiam o cotidiano e a dura realidade da maioria da população e quando inserida no meio urbano, torna-se num modo original e diferenciado de acessibilidade, ao passo que os bairros periféricos terão mais contato com o universo artístico, sendo disponibilizada a todos.
Portanto, é importante que o Ministério da Ciadadania execute programas de incentivo aos pequenos e grandes artistas a desenvolverem seu trabalho nos edifícios e grandes paredes das cidades com todo o suporte e equipamentos necessários, contando assim, com o apoio de cada Prefeitura e do Ministério do Desenvolvimento Regional, o qual também é visto como um colaborador ao fornecer o aval e a divulgação dos tais agentes artísticos. Ademais, é válido lembrar que a Constituição Federal reconhece a saúde como um direito do indivíduo, desse modo, faz-se urgente a ação do Estado de incutir a arte no tratamento terapêutico de doenças psicológicas, por meio de serviços sociais que capacitam e direcionam especialistas aos pacientes. Somente dessa forma, a arte nos centros urbanas poderá ser acessível e valorizada.