Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Segundo o art.65 da Constituição Brasileira, a prática da arte urbana está totalmente legalizada sendo considerada uma manifestação artística. Contudo, ultimamente isso não parece estar explícito tanto aos governantes quanto à população, uma vez que a arte urbana vem sofrendo problemas relacionados a sua valorização. Um ponto que deixa a valorização precária é o protótipo estabelecido na nação, entre a população, de que a arte de rua é o mesmo que pichação. Outro desafio vem do fato de que o próprio governo brasileiro tem um certo preconceito à manifestação artística.
Primeiramente, ressaltamos o paradigma social que indica a arte urbana como pichação ou vandalismo. Essa ideia errada pode ser exemplificada no site “UFRGS” que ressalta que existe um preconceito com esse tipo de arte, fazendo com que não houvesse essa diferença e ocorresse uma criminalização. Assim sendo, quando ocorre esse problema social, a valorização da arte urbana fica instável dado que segundo a Constituição do Brasil, a pichação é considerada crime e pode gerar até um ano de prisão e confundi-la com a manifestação cultural, faz com que a população acredite que os artistas estão infringindo alguma lei e por isso, os criticam e tentam derrubar suas técnicas.
Podemos considerar também, o desafio relacionado ao preconceito governamental diante da arte. São Paulo é uma cidade com muita arte urbana, que pode ser visto no site “Das artes”, com o projeto “Flip” que propõe manifestar arte sobre todo o centro de SP. Enquanto de um lado a arte caminha na cidade, de outro ela está sendo destruída a saber, diante do jornal “El país” que Doria, apagou artes urbanas na cidade, mesmo que a própria tenha uma lei que regulamenta a arte nas vias públicas. Deste modo, se até mesmo os representantes da sociedade, o exemplo da população, são preconceituosos, desrespeitam a arte urbana e não seguem leis, esse viés será passado para os brasileiros e os mesmos, não valorizarão a manifestação também.
Dessa forma, é compreensível que a valorização da arte urbana tem alguns desafios, porém se resolvidos, ela pode ter o enaltecimento merecido. A direção brasileira, entidade que administra o país, deveria instituir programas didáticos usando cartazes, slides, músicas, propagandas, palestras ao fim de demonstrar ao povo a diferença de pichação e arte urbana, valorizando essas manifestações e ressaltando a sua importância à cultura do país e aos seus artistas. A população brasileira, órgão que é administrado pelo governo, poderia cobrar do mesmo que ele seguisse as leis e acabasse com esse preconceito à arte por meio de manifestações, passeatas e até mesmo greves com a finalidade de que não ocorressem mais ataques à arte urbana por parte do governo. Desse modo, governo e sociedade iriam conservar a cultura passada de geração a geração nas nossas ruas.