Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 03/04/2021
No Brasil, apesar de decretos e leis criados para obter maior igualdade entre os cidadãos e liberade de expressão, ainda há a desvalorização da arte urbana. Muitas pessoas ainda vêem a pichação, por exemplo, como um ato de vandalismo e não como uma linguagem artística que defende causas sociais e políticas nas ruas.
Por um lado, os artistas tentam ganhar sua voz na sociedade. Foi criado o dia mundial do grafite, a celebração exalta o reconhecimento da aceitação da prática como arte. O reconhecimento mundial do grafite traz versatilidade a essa expressão artística , que funciona como trabalho e como meio de capacitação para estes artistas. “O grafite ganhou espaço no Distrito Federal não só como arte, mas como decoração, moda e até terapia”, revela o grafiteiro Douglas Fonseca.
Por outro lado, o preconceito é um grande obstáculo para a aceitação deste tipo de expressão e é o maior inimigo para a valorização desta arte, pois é a sociedade que dá força ao movimento e é a ela que é direcionada. Também é muito importante ter o apoio político para disseminar a arte urbana nos estados, pois é o governo quem libera os espaços que podem ser preenchidos.
Por isso é trabalho do governo dar suporte, estrutura e condições financeiras necessárias para os projetos artísticos. Deve-se criar mais políticas que incentivem e valorizem a arte urbana, levando a sociedade a reconhecer a importância dela e perder o preconceito que se tem em relação a este tipo de arte. Esse tema pode ser explorado nas aulas de artes e literatura nas escolas para ser mais normalizado ao longo dos anos.
A celebração do dia do grafitem 27/3 marca a trajetória de vida dos artistas do DF e exalta o reconhecimento da aceitação da prática como arte.