Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 30/04/2021

O filme “Style Wars”, lançado em 1983, é a obra cinematográfica mais significativa na história do graffiti, onde mostra o início de um movimento que se expandiu pro mundo, seus obstáculos e, por fim, seu reconhecimento como arte. Fora da ficção, é notório que a arte urbana representa um papel importante na sociedade, entretanto, o contexto atual brasileiro é marcado por diversos desafios a serem enfrentados pelas manifestações artísticas. Nesse contexto, destacam-se os contribuintes dessa temática: o preconceito enraizado, bem como, falta de investimento governamental. Logo, é preciso condenar tais atitudes, a fim de valorizar todo tipo de intervenção artística.

Em primeiro lugar, convém ressaltar a marginalização existente, uma vez que o grafite e a pichação são ambas formas de arte sendo discriminadas pela sociedade. Nesse sentido, é possível visualizar uma valorização na arte realizada em muros de galpões abandonados na cidade de Miami, nos Estados Unidos, o qual dá vida ao local e mostra, até mesmo, diversos artistas que passaram por estes muros. Entretanto, o território brasileiro ainda apresenta indivíduos que disseminam o preconceito e condenam todo o tipo de manifestação artística urbana, com discursos de poluir a paisagem. Por conseguinte, apesar de toda beleza e cultura de tal cenário, ainda são considerados como vandalismo. Assim, mudanças devem ocorrer, para que o preconceito seja extinto.

Ademais, evidencia-se a precariedade de investimento e incentivo por parte do Governo em valorizar a arte urbana. Nesse viés, convém ressaltar o escritor Palmarí lucena, que criou um artigo onde aborda o fenômeno da arte feita nas ruas, especialmente o grafite e suas diferenças do vandalismo. À vista disso, é notório que a postagem desse artigo não foi eficiente, uma vez que, atualmente, ainda são encontradas diversas formas de desvalorização da arte urbana por parte dos poderes públicos. Fica nítido, portanto, a exclusão social por parte do Governo, o qual deveria ser o principal incentivador da arte ao buscar o embelezamento da cidade, além de salvar vidas marginalizadas.

Diante do exposto, é emergencial modificações no meio social e governamental, a fim de minimizar o preconceito e aumentar a valorização das artes de rua. Logo, cabe ao Governo Federal, em conjunto ao Ministério da Cultura e Secretarias de cada município, elaborar e melhorar medidas públicas que visem o incentivo das manifestações artísticas nas cidades, por meio de projetos nas ruas e periferias, com o propósito de propagar a cultura e valorizar as artes urbanas. Outrossim, o Ministro da Educação deve também investir no meio escolar, a fim de disseminar a importância da arte e minimizar o preconceito. Dessa forma, a arte urbana será devidamente reconhecida, como no filme “Style Wars”.