Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 13/04/2021

A arte apresenta importância no que tange à cultura, linguagem, sabedoria e ponto de vista. Sendo notória nas artes barrocas, que retratam a religiosidade no período do Brasil colônia. De maneira análoga a isso, deve-se considerar a arte urbana da contemporaneidade como forma de expressão, assim como no barroco, entretanto, para muitos brasileiros esse tipo de arte é considerada vandalismo. Nesse contexto, destacam-se o preconceito e a necessidade de mostrar o significado desse movimento artístico.

Em primeiro plano, pode-se notar que o preconceito contra a arte urbana tem parte por conta de suas raízes, a periferia. Em virtude disso, no mandato do ex prefeito de São Paulo,  João Dória decretou que algumas pixações e grafítes seriam pintadas, apagando manifestações artísticas. Além disso, existe a lei que age contra a pixação, lei de crime ambiental. Na qual, pixadores são enquadrados pelo fato de que, existem “sprays” que geram problemas no ambiente, entretanto, há artististas que não usam dessa ferramenta e mesmo assim são punidos.

Em contraste, é notório que, a arte urbana tem seu signicado. O documentário “Pixo” tem como propósito documentar a vida dos pixadores da capital paulista, mostrando que a pixação é uma forma de manifestar suas ideias. Consoante a isso, A primeira pixação na qual se tem registro no Brasil é a frase “Abaixo a ditadura”, devido ao regime militar e revoltas do povo, a pixação expressa o sentimento do indivíduo, portanto deve ser respeitada.

Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que valorizem a arte urbana no país. Dessa forma, cabe às escolas a função de, discutir a importância de grafites e pixações e ao Ministério da cidadania patrocinar oficinas de grafite e pixo  gratuitas à população, a fim de reduzir o preconceito e aumentar a valorização da arte urbana no país. Somente assim, artes atuais poderão ter a mesma apreciação das artes barrocas por exemplo, para as  futuras gerações.