Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 19/04/2021

O Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, da qual estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão dos desafios para a valorização da arte urbana pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é um problema que vive às sombras da sociedade. Em razão do silenciamento estatal na arte urbana, bem como a falta de debates sobre a valorização da arte.

Em primeiro plano, é encessário ressaltar que a arte urbana vem carregada de questões de cunho social e político, o que de fato não é do interesse do governo promover. Consoante a esse pensamento, o governo busca cada vez mais inviabilizar estas descrições artíticas, contribuindo para a desvalorização da mesma em meio social. À luz disso, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, em sua obra ‘‘Contrato Social’’, afirma que o Estado é resposável por viabilizar medidas que cooperem para a informação social. Diante disso, uma vez que o Estado deixa de promover a arte urbana, ocorre a quebra do contrato social e constucional restringindo o acesso a esta. Desse modo, faz-se necessária a reformulação da postura estatal com a sociedade.

Além disso, faz-se mister destacar que a falta de debates sobre a importância arte urbana para a democratização da arte para todas as classes, contribui para falta valorização e promoção desta no país. Nesse prisma, o filósofo alemão Hans Jonas, afirma que ‘‘uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e corrigir as suas enfermidades sociais, de modo a reverter a patologia’’. Dessa forma, uma vez que grande parte da sociedade silencia e banaliza debates sobre a importância da arte urbana como crítica ao que está as margens da sociedade, permanece a elitização da arte na sociedade e o desconhecimento sobre o seu valor para integração. Assim, faz-se necessária a revisão do comportamento social com o impasse atual.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para reverter a desvalorização da arte urbana, no Brasil, de modo a retirar a questão das sombras da sociedade. Nesse viés, o Ministério da Educação, junto ao Estado, deve investir em políticas públicas para a promoção da arte urbana dentro do colégio desde a primeira infância, por meio de uma projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que deve-se por meio dos investimentos direcionados promover eventos de estímulo da arte urbana dentro dos colégios. Com fito de democratizar o acesso, bem como fomentar debates sobre a importância da arte nos contextos sociais, sabendo que o Estado tem papel essencial na resolução do impasse.