Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 19/04/2021
A liberdade de expressão artística é garantida aos cidadãos pela Constituição brasileira vigente, logo, produzir arte urbana é direito dos indivíduos. Entretanto, essa nem sempre foi a realidade, e as obras presentes nas ruas provam uma superação desse cenário. Porém, tais produções não contam com devida valorização.
Primordialmente, pode-se exemplificar a tamanha transgressão que a arte de rua representa. Durante a idade média, as obras artísticas eram restritas a determinados temas e formas de produção, pinturas e esculturas que não retratassem a superioridade da fé católica eram desconsideradas, por exemplo. Porém, os movimentos artísticos modernos romperam com tal maneira de padronização, mesmo que alguns indivíduos ainda pensem de maneira retrógrada.
Nesse sentido, as obras artísticas brasileiras após 1922, ano da semana de arte moderna, passaram a focar na originalidade. Não era mais necessário que um padrão fosse seguido, e a liberdade era o centro da produção artística. É nesse viés moderno que a arte urbana se encaixa, usar as ruas como tela e fazer de todos transeuntes um espectador é o cúmulo da liberdade de expressão garantida por lei aos brasileiros, e representa um rompimento com a repressão artística que um dia existiu. Dessa forma, é questionável a mentalidade existente que condena a arte de rua.
Assim, nota-se uma necessidade de reeducação social acerca da arte urbana. Sendo interessante a realização de campanhas públicas e aulas escolares que visem conscientizar os brasileiros, promovidas pelos Ministérios da Cultura e da Educação. Isso, para que haja uma quebra de estigma na concepção dos adultos, e que as crianças cresçam com um olhar transgressor.