Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Na série “Os Simpsons”, de Matt Groening, são problemas sociais enraizados que circundam uma família nuclear e de classe média. Apesar do seu tom cômico, uma obra representa como o conservadorismo é um entrave para os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, ao naturalizar problemáticas que oprimem e fornecer a dignidade da prática. Nesse sentido, torna-se evidente que essa vicissitude surge da falta de comprometimento político em relação ao tema. Assim, não só a manipulação midiática como também a falha educacional aprofundam esse panorama.
Desse modo, percebe-se como a omissão governamental, aliada à mídia manipuladora, cristaliza o estigma relacionado a arte urbana na sociedade. Segundo o filósofo Aristóteles, “A política tem como função preservada do afeto entre as pessoas de uma sociedade”, entretante isto não ocorre, pois apesar da existência de uma lei de descriminaliza a arte de rua na legislação brasileira, pouco é feito sobre isso e os praticantes dessa manifestação são vistos de forma negativa. Visto que essa forma de expressão artística tão importante é enxergada sob uma óptica extremamente marginalizada pela maior parte da população, consequentemente sua admiração e compreensão tornam-se raras, sendo necessário dilapidar os preconceitos existentes em torno do assunto.
Mediante ao exposto, percebe-se como os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil se aprofundam na falta de conhecimento e nos preconceitos relacionados ao tema. Para combater esses empecilhos, é necessário que o governo federal atue por meio de políticas públicas para promover eventos culturais que exaltem essa forma de expressão artística, aliado a divulgação de informações sobre a prática. Além disso, por meio da atuação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Pública (CONAR), os conteúdos midiáticos que envolvem a arte urbana na mídia devem ser fiscalizados, a fim de não permitir sua representação de modo esteriotipado e marginal. Assim, como reação de espanto dos personagens da obra supracitada, de Matt Groening, representa a sociedade em situações de desvalorização da arte urbana.