Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/04/2021
Conforme o Artigo seis da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à cultura. Entretanto, não há o cumprimento de tal garantia, tendo em vista os desafios enfrentados para a valorização da arte urbana, são eles: o preconceito vigente que esse tipo de arte sofre e a falta de reconhecimento da sua importância.
Inicialmente, é indiscutível que a arte urbana é marginalizada por grande parte da população que a vê como crime e também como vandalismo, principalmente em relação aos grafites. Nessa perspectiva, para o grafiteiro Eduarda Kobra, o preconceito está associado à ignorância, pois, no Rio de Janeiro, segundo o site da UOL, três grafiteiros foram agredidos e torturados por seguranças em um centro de compras. Nesse sentido, fica claro o quanto a sociedade é ignorante ao ponto de agredir, marginalizar e ter atitudes totalmente preconceituosas que desvalorizam tal produção artística.
Outrossim, é indubitável que há uma total falta de reconhecimento por parte do governo e da população. Nessa lógica, mesmo com a criação da lei 12408/2011 que descriminaliza a arte urbana, permitindo que os grafiteiros façam essa arte em muros e fachadas quando há o consentimento dos proprietários. Nesse âmbito, os que fazem esse tipo de arte carecem de investimentos governamentais, falta de verba, pois pouquíssimos recursos financeiros são destinados à produção artística.
Portanto, infere-se que além da discriminação social há também pouco investimento público para produções artísticas. Dessa forma, se faz necessário que o governo crie campanhas que visem quebrar preconceitos, ao mostrar a importância da beleza da pluralidade artística, nos meios midiáticos e em escolas. Além disso, é importante que o governo aumente os recursos financeiros para que a secretaria da cultura possa ampliar e promover o apoio à produção e também buscar parcerias com empresas privadas para que assim possa conseguir mais investimentos para essa área. De tal maneira que, com a quebra de preconceitos e maiores investimentos será possível uma maior valorização à arte urbana no Brasil.