Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 22/04/2021
No livro “Solo de Clarineta” escrito por Érico Veríssimo, traz-se a tarefa do escritor, que hoje pode ser ressignificada como tarefa do artista, no qual “Numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, trazer luz sobre a realidade de seu mundo”, no poema a lampada seria a valorização cultural entretanto as manifestações artisticas ainda enfrentam empecilhos, tanto pela conservação de uma mentalidade arcaica sobre o que é arte, quanto a desvalorização dos grafiteiros e pintores.
Primeiramente deve-se ressaltar, que a mentalidade arcaica sobre arte sendo muitas vezes é abordada com a romantização do classicismo, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu sobre o poder cultural, que fala sobre o domínio da linguagem e estudos, em comunidades comunidades carentes é baixa por isso se tem uma visão preconceituosa com a arte de rua, que veio das favelas é vista como vandalismo, porém ela tem o propósito principal de denunciar injustiças e representar as minorias.
Além disso,tem a desvalorização de grafiteiros e pintores, que se manifestam e executam a arte de rua, mas não têm efetivo reconhecimento e incentivo. Como a medida pela remoção de grafites na avenida 23 de Maio, uma das maiores referências à arte de rua ocasionando danos ao patrimônio cultural.
Dessa forma acaba destruindo a representatividade das minorias, de mitos e histórias brasileiras. Com estas constatações, evidencia-se que o estigma sobre a arte urbana, precisa de ajuda de órgãos midiáticos informem e apoiem projetos artísticos igualmente o Ministério da Cultura deve investir e incentivar os artistas, promovendo festivais e feiras artísticas para a publicação das artes e, aperfeiçoando a Lei Rouanet. Assim como complementou Érico Veríssimo “mesmo que não tenhamos uma lâmpada, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos a tarefa do autor