Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 24/04/2021
Segundo a Constituição de 1988, o Estado deverá garantir a todos o acesso às fontes da cultura e incentivará a valorização das manifestações culturais. Nessa lógica, espera-se que haja investimentos para essa parte da cultura, para que assim, essa arte seja estimada. Entretanto, a realidade é pouco compatível, pois as artes urbanas não são admiradas por toda a população, gerando discriminações a esse modo de expressão e há também uma falta de estímulo em relação aos estudos dessa área do conhecimento nas escolas.
A princípio, é lícito destacar que o preconceito acentua-se por grande parte da arte urbana encontrar-se em periferias. Em 2017, o prefeito de São Paulo, João Doria, sancionou uma lei que visava o apagamento de grafite e da pichação das ruas do estado. Tendo isso em vista, é possível afirmar que este ato, é um silenciamento, pois a arte é uma forma de expressão. Ademais, frequentemente, as artes urbanas são abominadas por diversos indivíduos que consideram essas manifestações artísticas algo que depredam as ruas, mas essas artes são como um complemento para o embelezamento das cidades.
Em segunda análise, é pertinente ressaltar que a falta de estímulos em relação aos estudos das artes urbanas nas escolas é outro desafio enfrentado para a valorização dessas manifestações. Nessa perspectiva, segundo a revista Época, muitas vezes as instituições de ensino negligenciam por não acharem relevante a discussão desse saber. Contudo, a carência de debates acerca desta temática, gerará ainda mais desvalorização desse ofício. Então, o debate nas salas de aula torna-se indispensável.
Portanto, é possível perceber os desafios enfrentados para a valorização da arte urbana. Assim, por meio de uma parceria entre o Ministério da Cultura e o Governo Federal, poderiam através de palestras, informar sobre essa forma de arte. Dessa maneira, com o propósito de que haja mais pessoas que olham de uma maneira admirada para essa arte. Então, como resultado, haveria uma diminuição dos desafios enfrentados para a valorização das artes urbanas e um aumento no número de apreciadores delas.