Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 25/04/2021
O livro americano ‘‘Cidades de Papel’’ escrito por John Green, relata o desaparecimento de uma garota, Margot. Nessa ficção, as obras de artes eram ‘‘pistas’’ para que seu amigo pudesse achá-la. No Brasil do século XXI, as expressões artísticas não são o hobby preferido da população. A partir desse contexto, é fundamental analisar o motivo, bem como o impacto da ausência de ações para valorização da arte no território brasileiro.
Sob esse viés, no estado de São Paulo em 2007, foi instaurada a lei ‘‘Cidade Limpa". Como efeito dessa ação do governo, foram retiradas pinturas feitas por artistas urbanos alegando que o aspecto visual estava “sujando as ruas”. O documentário ‘‘Cidade Cinza’’, conta a história pela perspectiva dos grafiteiros que foram afetados e proibidos, ou seja, a narrativa mostra as desvantagens desse sistema pelos principais afetados.
Além disso, segundo o filósofo Friedrich Nietzsche “Temos a arte para não morrer de verdade’’. Diante dessa citação, o atual cenário nacional está desviando-se do ponto de vista de Nietzsche. A falta de investimentos por parte do governo, afeta diretamente quem trabalha para trazer maior distração do meio urbano. O Brasil só presenciou dois momentos artísticos oficialmente nacionais, modernismo e romantismo. Mesmo com tudo isso, o governo assim como na semana de 22, não apoiou os movimentos. Atualmente, a ausência de incentivo na educação escolar faz com que as próximas gerações tratem a arte como algo sem importância.
Depreende-se, portanto, a necessidade da valorização da arte urbana no Brasil. Para tanto cabe à Fundação Nacional das Artes um maior investimento em obras artísticas gerais. Tal ação deve ocorrer por meio de projetos que visem abranger todas as camadas da sociedade. Como exemplo desse meio, produção de obras ao ar livre, mas que sejam contextualizadas pelo autor. Consequentemente, uma maior inclusão da sociedade nesse tipo de arte será tratada como benefício dessa atividade e assim como Nietzsche, a população não morrerá totalmente.