Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 26/04/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, é livre a expressão da atividade artística, independente da censura ou licença. Entretanto, essa lei, em muitos casos, é contradita, especialmente no que se refere à arte urbana. Desse modo, muitos são os desafios para a valorização da “street art” no Brasil, tais como o preconceito, ainda instalado na soviedade, reliativo a sua origem, além da repressão por parte de líderes oligárquicos a esse meio expressivo.

Em primeira análise, a arte urbana é um objeto de expressão comtemporâneo, a qual ultrapassa as dimensões dos espaços tradicionais de exibição. Porém, frente a essa manifestação, que visa a atenuação das “fronteiras” entre público e produção artística, são levantadas “barreiras” discriminatórias. Pois, segundo o documentárioa brasileiro “Pixo”, uma exposição representativa dos pichadores de São Paulo, as atividades artísticas vinculadas à periferia são recorrentemente rotuladas e marginalizadas. Assim, a Lei sofre uma regressão e os direitos de expressão e posicionamento político-cultural mediante a arte, inalienáveis ao indivíduo, são esfacelados pelo próprio corpo social.

Ademais, ocorre uma tentativa de “asfixia” da arte hodierna citadina por parte de habitantes locais e até mesmo de governantes. Isso se revela, por intermédio da criação de leis rigirosas aos pichadores e grafiteiros, o que abre espaço para atos intolerantes por parte da comunidade e de fiscalizadores. A exemplo disso, observa-se o ocorrido em São Paulo pelo prefeito João Doria com o projeto “Cidade Linda”, o qual objetivava encobrir de tinta cinza as manifestações do picho e do grafite na cidade. Essa ação excludente da arte pupolar promove a elitização das formas de expressão e o consequente regresso da democracia. Isto posto, a criação artística urbana contemporânea, perante as leis municipais, torna-se proscrita e a arte cada vez mais oligárquica e cofinada às “quatro paredes” de centros exposistivos.

Portanto, é necessário a desobstrução dos “murais” que impedem a valorização da arte urbana no Brasil. Logo, instituições educacionais e o Ministério da Ciadadania (órgão governamental responsável pelo desenvolvimento sovial) devem buscar a conscientização, desde o ensino primário, referente ao preconceito artístico, além da reestruturação das leis. Isso será possível, por meio da discussão nas escolas sobre a importância da arte e suas variáveis expressivas (em palestras e em esposições artísticas citadinas) e mediante investimento públicos em oficinas de dsenho urbano. Dessa maneira, a formação democrática da sociedade e a supressão do precoceito, além do cumprimento da Carta Magna e dos dieritos insdividuais à liberdade de expressão serão uma realidade do cidadão brasileiro.