Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/04/2021
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas Morus, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se na ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a valorização da arte urbana no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de Morus. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de visibilidade, quanto da escassez da própria valorização artística brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a carência de visibilidade deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, muitos indivíduos julgam as artes urbanas como algo não importante apenas pelo fato do governo não mostrar de forma evidente, porém, por fazer parte da cultura nacional, vale que as autoridades estatais revejam e deem o simbólico valor para tais demonstrações artísticas. Desse modo, faz-se mister a reformulação estatal urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a desvalorização do próprio público brasileiro como promotor do problema. Na série norte-americana “American Horror Story” na sétima temporada, o protagonista Kai Anderson se mostra um americano com um nacionalismo exaltado, alegando apreciar todas as artes de seu pais e protegê-lo a todo custo. Partindo desse pressuposto, de maneira dissemelhante nessa pauta, a população brasileira não valoriza a arte local e tampouco a protege. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa pauta contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Diante do supracitado, faz-se necessário lançar ações para mitigar essa conjuntura. Logo, o Governo Federal por meio do Ministério da Cultura deve estimular por campanhas sociais a valorização dessa arte nacional usando de exemplo outras nações desencolvidas para que possam aumentar essa prática, a fim de ampliar exponencialmente a visibilidade da arte urbana por meio da intervenção estatal. Também pode-se por meio das mídias sociais haver uma divulgação intensiva desse estílo artístico o exaltando, visando atrair todo tipo de público e atingindo assim, a valorização massiva da arte urbana. Logo, esse assunto irá se tornar um passado, e o futuro evidenciará uma sociedade, como a de Morus, melhor.