Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 29/04/2021
Desde os primórdios da existência humana na terra, especificamente após o período paleolítico com as pinturas rupestres, pode-se notar a necessidade do ser racional de se comunicar através da arte. Mas, no contexto atual brasileiro, marcado por diversos tipos de manifestações artísticas nas ruas, encontra-se o preconceito e desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, isso se deve muito, pela falta de legislações que garantam a liberdade e a valorização das expressão artística em locais estratégicos das cidade e também pela falta de conscientização da população em relação a precoinceitos contra pessoas que fazem arte de rua.
Primeiramente, entre as décadas de 60 e 70, surgiram movimentos artísticos nas ruas expressados pela dança, grafite e música. Logo após, pode-se ver a pichação como forma de manifestação de grupos sociais com menor poder aquisitivo, com protestos sobre a precariedade em que vivem em suas comunidades. Atualmente, encontra-se uma desvalorização da arte urbana por parte dos Poderes Públicos, principalmente o grafite, como ocorreu recentemente na cidade de São Paulo, no qual foi apagado com tinta cinza os grafites da 23 de Maio, realizados por artistas renomados como o Eduardo Kobra. Nesse viés, torna-se evidente o preconceito e a exclusão social por parte do Estado, no qual deveria ser o principal incentivador da arte que busca embelezar a cidade, dar voz aos grupos minoritários, além de ser um meio de salvar diversas vidas marginalizadas.
De acordo com o grafiteiro Eduardo Kobra, que chegou a ser pintado e preso quando fazia trabalhos no passado, “nada justifica violência”. Kobra, que tem trabalhos expostos pelas ruas de mais de 15 países, acredita que o preconceito contra o grafite está muito relacionado à ignorância e que é preciso mudar essa cultura no Brasil. Logo, pode-se ver que o preconceito e à ignorância estão implantados na cultura brasileira e isso se deve muito ao fato da falta de conscientização da população sobre o assunto.
Diante disso, ve-sê a nescessidade de uma intervenção imediata sobre o assunto. O Ministério da Educação e da Cultura (MEC) deve criar palestras em escolas e distribuir panfletos para a conscientização das crianças e adolescentes, para assim diminuir de uma forma ampla o preconceito contra a arte urbana; a parte legislativa do governo deve reforçar as leis existentes sobre a arte para darem proteção aos artistas de rua. Dessa forma, pode-se diminuir os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil.