Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/04/2021
A arte em um contexto histórico-social, desde seu apogeu comercial no Renascimento europeu, era valorizado apenas o belo esteticamente, o divino, uma sociedade da qual a desigualdade social era camuflada. No entanto, a partir de 1922, com a primeira fase do modernismo brasileiro, a arte nacional começa a ser valorizada, destacando-se os problemas sociais do país. Após 40 anos deste movimento, começa-se a popularização da arte urbana por grafites, vista como “arte marginal”, em momentos ditatoriais, usada como resistência política no país. Além disso, os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, está relacionado à influência exacerbada de potências capitalistas, que ditam modelos artísticos, com também a desinformação cultural ao diferenciar a arte urbana de vandalismo.
Em primeiro lugar, é válido lembrar o comportamento de desconceituações populacionais da arte nacional. É nítido ao deparar-se com a própria história da Terra Tuquiniquim, ao retratar os contrastes sociais, Tarcila do Amaral entre outros artistas foram desvalorizados durante anos, pois á realidade “assustava”, principalmente as elites, era mais cômodo á arte europeia, com tabus, beleza padronizada e leveza. Após muita resiliência, os artistas brasileiros conseguiram respeito social. Em 1970, o Brasil aprimorou a arte do grafite, da qual foi criada em solo estadunidense, hoje é considerado uma das melhores artes mundiais encontradas em solo nacional, segundo o site Brasil Escola. Ainda que, a arte nacional não tenha tanta visibilidade devido a exarcebada condecoração de praxe a países colonizadores.
Em contraste, os artistas grafiteiros conhecidos como “os gêmeos”, Otávio Pandolfo e Gustavo Pandolfo, desde 1990 esses irmãos fazem revoluções no Brasil e no mundo com suas artes comtemporãneas. Infelizmente, a falta de conhecimento popular da arte ocasionou no primeiro semestre de 2008, um dos graffitis de Otávio e Gustavo foi alvo da Lei Cidade Limpa. Na ocasião, o desenho foi apagado com tinta cinza, deixando a parede sem nenhum vestígio das cores da obra. Desse modo, deixa-se evidente a falta de entendimento cultural entre arte e pichações de destruição pública.
Em suma, há necessidade de se resolver esses problemas. Para isso, é imprescindivel que o Ministério da Cultura por intemédio de recursos de arte, para toda a população em praças, escolas, meios sociais- para que a arte torne-se bem público e nacional, valorizando artistas do país. Pralelamente, é imperativo que o Ministério da Infraestrutura diferencie arte urbana de vandalismo, com projetos sociais para o crescimento do grafite e seus artistas. Uma arte livre, onde todos podem ter acesso, sem valor monetário, e que se torne á arte democratizada.