Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/04/2021
No Brasil, a arte urbana é constantemente alvo de ataques e invalidação, pois, é uma expressão artística proveniente da periferia e logo não é vista como um tipo de arte. Assim fazendo com que haja desafios para a valorização da arte urbana. A música ’’ Computadores fazem arte’’ do compositor Chico Science ressalva que; computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro. Logo computadores que fazem arte são como grafiteiros urbanos, e os considerados artistas são aquele que fazem dinheiro, ao contrário da arte de rua que não é usada para fazer dinheiro mas sim exibir realidade, opinião popular, e enfeitar as ruas cotidianas.
A arte urbana é usada como um tipo de protesto, junto à grafitagem que tem origem periférica, e por essa origem sua aceitação na sociedade é mais dificil, a música do Marcelo Yuka, ‘‘Todo camburão tem um pouco de navio negreiro’’ tem um verso que ressalta as abordagens da polícia a pixadores ‘‘De frente àquela praça, veio os homens e nos pararam. Documento por favor, então a gente apresentou mas eles não paravam qual é negão?’’ a musica reafirma que a abordagem constante de negros, é um desafio para a valorização da arte urbana, já que por ser uma arte de periférica jovens negros a utilizam por se sentirem representados.
Logo o grafite, que é uma intervenção urbana artística que tem como tema, política, religião, protestos e problemas sociais, não fazem dinheiro, pois tem o objetivo de causar impacto, levantar pautas sociais, decorar muros e o cotidiano, e por não ser lucrativa o seu reconhecimento como arte, se torna um desafio.
Portanto, os desafios para a valorização da arte no Brasil, cabe ao ministério da cidadania, e a mídia conscientizar desde a escola na disciplina de artes com materiais didaticos, conscientizar que a arte de rua é uma forma de expressão artística e deve ser valorizada, assim impedindo que essa arte seja marginalizada, e grafiteiros que de grande parte são de periferias, ocupem seu lugar de levar artes para as ruas, sem abordagens, ou outras formas de marginalização de seu trabalho.