Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 30/04/2021
A arte está presente em variadas formas de expressão. Contudo, o conceito do que é um suporte, ou seja, o meio em que uma obra é exposta, é associado, por parte da sociedade, a ambientes mais elitizados, como: museus, cinemas e teatros. Dessa forma, a arte urbana que utiliza prédios como suporte e batalhas de rimas que são realizadas na rua sofrem com a marginalização decorrente da falta de reconhecimento e principalmente com o preconceito em relação ao lugar onde a obra é realizada.
Assim como na distópia 1984, em que tudo era controlado pelo governo, inclusive a arte, por receio de que a população contruísse um senso crítico e o derrubasse. Na história é possível observar fatos semelhantes, durante a idade média a arte era controlada pela igreja, no Brasil Colonial a capoeira era proíbida e no Brasil contemporâneo, é notório a repulsa a arte de rua principalmente por parte da população, visto que muitas obras expressam crítica socias e retratam temas ácidos.
Embora a arte de rua alegre a cidade, deixe os prédios mais belos e enriqueça a cultura do local, até o ano de 2009, o grafith era criminalizado no Brasil. Por esse motivo, o movimento ainda enfrenta estigmas por relacionarem o grafith ao vandalismo, mesmo sendo permitido por lei. Por isso, esses artístas sofrem com a falta de reconhecimento e de incentivo financeiro. Dessa forma, é visível que arte urbana está com a sua existência ameaçada.
Portanto, é preciso desconstruir a concepção errônea de que a arte urbana é vandalismo, para isso é preciso que a Secretaria de cultura do governo federal estabeleça um programa que possua um incentivo financeiro aos artístas de rua e os leve para as escolas para dar palestras e fazer exposições nos prédios escolares. Com isso, será possível esclarecer os jovens sobre a importância do grafith e ao mesmo tempo promover uma maior visibilibilidade ao movimento artístico.