Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 06/05/2021
Segundo o sociólogo Friedrich Nietesch, a arte é o escape, para o homem, de todos os seus fardos, portanto é o que da prazer e sentido à vida. Nesse contexto, atualmente nas grandes cidades a forma de expressão da sociedade têm-se reverberado no ambiente urbano por meio da grafitagem e as suas variações . No entanto, esta arte urbana têm enfrentado dificuldades em ser reconhecida por conta de ser a expressão de pessoas marginalizadas, assim como, é tratada com indeferença pela sociedade e pelo estado apenas por ser uma ‘‘arte de rua’’.
Em primeira analise, é importante compreender que ocorre o fenômeno ‘‘blazé’’ nas relações sociais urbanas da atualidade. O que, segundo o sociólogo George Simmel, é a indiferença do individuo para com a sociedade em sua volta, e isto explica o motivo de ser dificil regulamentar pinturas no ambiente urbano que distoam das cores ‘‘morbidas’’ das construções civis. Posto que, tanto o Estado quanto a parcela dominante da conjuntura estão dispostos a desconfugurar a arte que lhes convém.
Além disso, a arte urbana é a representação viva da espressão da sociedade marginalizada na atualidade, e como tal, é desvalorizada pelo argumento ‘‘moral’’ das classes socialmente aceitas que taxam essa expreção artistica como um ato de vandalismo. Assim como ocorreu no período colonia do Brasil quando a capoeira (uma expressão artistica dos negros escravizados) foi considerada um crime por não se assemelhar com a expressão artistica dominante e por ser um artifício cultural de pessoas marginalizadas na época. Ou seja, tornar a arte urbana algo sinonimo de desrespeito às normas do estado ou do senso mora da sociedade é uma forma de censurar e desvalorizar os que se expressam por tal arte.
Diante dessas considerações, o Governo Federal por meio do Ministerio da Educação deve inserir cartilhar educativas nas instituições de ensino público e privado do pais que tenha a finalidade de instruir o individuo de que a arte é uma expressão de pensamento e que não deve haver hierarquização do que deve ser arte aceita ou não, isto é, torna livre a perspectiva da arte urbana de todos as pressões seletivas da conjuntura. Em segmento, rede midiaticas por meio de campanhas de incentivo ao reconhecimento a arte urbana iria resguarda a liberdade de expressão das minorias, isto é, flexibilizar o processo de empatia da sociedade para com a ‘‘arte de rua ’’ nos ambientes urbanos do Brasil.