Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na Pré-História os homens se expressavam “artisticamente” por meio de pinturas rupestres, nas paredes das cavernas onde faziam estádia. Já nos dias atuais, uma comunicação artística que crescendo muito, é a arte urbana. Nesse viés, ela é bem parecida com a dos primórdios, porém não tão aclamada, ela ainda passa por estranhamento na sociedade brasileira e os muros atuais não são mais públicas como antes. Assim, algo deve ser feito para que essa arte comece a ser reconhecido.

À princípio, quando surgiu o Modernismo, nos anos 20, chocou o povo pela sua modernidade. Analogamente, tudo que é novo passa por um processo de avaliação crítica, mas não pôde-se parar nesse etapa. Logo, assim como no período moderno a inovação foi aceita, a arte urbana também tem o direito de ser respeitada e admitida. Ademais, o desafio que ela passou e passa para ser considerada um estilo não criminoso, nem deveria acontecer, arte é arte em qualquer ambiente, tempo e país.

Outrossim, o Direito Civil nos dar o aval de poder expressar-se, porém a parede do vizinho não se torna pública. Visto isso, sabe-se que escrever, pintar, falar são direitos outorgados, mas o privado continua tendo dono. Desse modo, quando a arte de rua usa lugares impróprios para se expressar, se torna errado e mal visto. Logo, esses artistas devem sempre escolher a dedo os logais para deixar a sua obra, mas para isso as portas para expor essa arte devem ser abertas.

Portanto, com os argumentos supracitados, medidas de intervenção devem ser tomadas. Em primeira instância, o Ministério da Arte deve criar projetos de cultura, aonde abordem a importância da arte urbana, já o Poder Executivo deve fazer parcerias com lugares privados para as obras desses artistas poderem serem expostas. Para assim, esses artistas começarem a serem valorizados, aceitados e terem lugares para se expressar. Então, como os desenhos dos Primitivos, essas exposições nas cidades também fizerão História.