Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Introdução Noticiado por diversos jornais, o caso do americano negro George Floyd que foi assassinado por um policial branco, em Minnesota nos Estados Unidos, repercutiu por diversos meios de comunicação e causou grandes debates. Seguindo esse contexto, os familiares de George foram às ruas com inúmeras pessoas que se comoveram com o ocorrido e fizeram protestos de modo que fosse feito justiça. Tendo como um dos meios de protesto os pichamentos e grafites, realizados nas ruas, calçadas e muros, esse caso foi muito polarizado, contudo, no Brasil há uma certa dificuldade na valorização dessas artes urbanas seja pelo fato de que muitas dessas artimanhas são usadas como vandalismos, seja  devido ser um importante meio de comunicação entre gangues criminosas.

Em primeiro plano já afirmava o filósofo Berkeley “ser é ser percebido”, logo, essas obras urbanas são feitas para manifestação artística para expressar ideias e opiniões e serem demonstradas para os cidadões. Outrossim, a lei de número 12.408/2011 foi criada em prol de permitir, de maneira adequada, que a arte urbana seja feita integralmente. Porém, algumas pessoas ainda usam desse método para fazer grafismos em calçadas e muros alheios sem a devida autorização, e sob pena de prisão, isso sim, é considerado crime.

Em sequência de análise, é importante comentarsobre a influência que as gangues brasileiras possuem nessas artes de rua. Pondo que elas utilizam do grafismo para fazer inúmeros monogramas monocromáticos e dessa maneira, conseguem manter uma comunicação clandestinamente e ainda demarcar o território de cada gangue, assim como ocorre nas favelas do Rio de Janeiro. Entretanto, dificilmente as gangues usarão as formas artísticas com autorização dos proprietários, pelo fato disso assustar os mesmos, e assim, segundo a lei de 2011, estarão cometendo um crime.

Por fim, é preciso alterar a maneira visual humana a respeito do vandalismo, e isso se dá pelo apoio governamental legislativo e federal, unindo forças para a criação de leis precisas e eficazes contra o preconceito artístico e também na obrigatoriedade da distribuição de conhecimento sobre as culturas brasileiras nas escolas públicas, através de palestras, dados, panfletos e anúncios. Para que haja implantação de respeito, afetividade e união entre as culturas e cidadãos do Brasil.